quinta-feira, 9 de janeiro de 2014


Mas por que é que fechamos os olhos para beijar na boca ? E porque um gesto tão comum e tão natural como fechar os olhos me intriga ?

Agora tive uma ideia absurda : fechamos os olhos para não vermos quem estamos a beijar. E por que não iríamos querer ver quem estamos a beijar? Tenho uma teoria. É para não nos envolvermos com a pessoa, para beijar só por beijar. Isso até teria fundamento em se tratando de beijos dados a alguém sem importância, coisa que acontece muito, mas e os beijos dos apaixonados? O beijo do casamento? O beijo do final do filme? Não. Nem todas as pessoas beijam por beijar, mas ainda assim fecham os olhos. No entanto dizem que "o que os olhos não veem, o coração não sente"? Então, como é que as pessoas ficam nas nuvens quando beijam os amores das suas vidas sem vê-los? Se não veem os seus corações não deveriam sentir. No meu primeiro beijo abri os olhos por um instante, só para ver se era mesmo verdade, mas eu deveria ter sentido a verdade sem precisar vê-la.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014


Sou a caricatura de mim mesmo, a personagem que ininterruptamente se monta e se desmonta para se remontar e montar, a farsa verídica que actua todos os dias, exactamente moldada no padrão que a minha realidade pede. E como alguém escreveu "hoje não há mendigo que eu não inveje só para não ser eu".

terça-feira, 31 de dezembro de 2013


"O tédio... "

"Sofrer sem sofrimento, querer sem vontade, pensar sem raciocínio... É como a possessão por um demónio negativo, um embruxamento por coisa nenhuma. O tédio surge-me, na sensação transposta desta imagem, como o reflexo maligno de bruxedos de um demónio das fadas, exercidas, não sobre uma imagem minha, senão sobre a sua sombra. E na sombra íntima de mim, no exterior do interior da minha alma, que se colam papéis ou se espetam alfinetes.É uma sensação de vácuo, uma fome sem vontade de comer, tão nobre como estas sensações do simples cérebro, do simples estômago, vindas de fumar demais ou de não digerir bem." B.S.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Happy New Year



terça-feira, 24 de dezembro de 2013



Caricaturas

O pecado capital do Manipulador é a ‘luxúria’,

a base motivadora da expressão do manipulador é a ânsia de controlar os outros, seja no modo de expressar o seu próprio temperamento ou na maneira pela qual se excede nos seus desejos e vontades(que podem ir do ódio extremo a amores carnais compulsivos).Satisfação para ele é fazer os outros comerem na sua mão, obedecerem às suas ordens, seguirem aquilo que ele achar certo e realizar os seus desejos.
Mas mesmo fazendo o que lhe dá na telha, parece que não se livra da insatisfação, desse ódio queimando as artérias que levam                                                                                                       nitroglicerina ao cérebro.

O pecado capital do Pacifista é a " ira ",

o pacifista tem como base o faça o que eu digo não faça o que eu faço, rege-se por detalhes sociais capazes de intimidar qualquer comum mortal :
1 - Política sem princípios
2 - Riqueza sem trabalho
3 - Comércio sem moralidade
4 - Ciência sem humanidade
5 - Colaboração sem sacrifício
6 - Prazer sem consciência
7 - Conhecimento sem carácter
Porque, na realidade, o pacifista pretende desviar as consciências, amolecer as vontades e desarmar as resistências mais justas e imperiosas. E, sobretudo ele procura esconder-se sob a pele do cordeiro, fazendo-se de muito pacifico .

O pecado capital do Sonhador é a " inveja ",

apesar de sozinho com sua imaginação, o sonhador atraí e repele ao mesmo tempo. Isto é, ao mesmo tempo que chama a atenção dos incautos atrás de uma bela diversão o sonhador tornava-se inalcançável para eles e por mais que insistam fica apenas o gostinho frustrado de ver os sonhos desaparecem das suas mãos como se fossem matéria etérea.O sonhador somente se dá conta da materialização dos seus ardentes anseios quando vê alguém  a seus pés, feito de pó mágico de perlimpimpim, ganha forma e "vida" entrelaçado nas raias da sua própria imaginação pródiga.

sábado, 14 de dezembro de 2013




IDADE TÓXICA
Como me sinto feliz por não ter de ser feliz !

Ao chegar aqui e sobretudo depois de ter aqui passado alguns dias, não senti, desta vez, essas vagas de tristeza ou de entusiasmo que este local me costumava comunicar e cuja recordação depois me era tão doce.
Deixá-lo-ei, se calhar, sem a pena que outrora sentia. O meu espírito por seu turno, tem hoje uma segurança muito maior uma maior capacidade de fazer associações e de se exprimir, a alma perdeu parte do seu entusiasmo e irritabilidade mas aprendeu que viver significa aprender a deixar.
E porque é que, ao fim e ao cabo, não partilhará o homem o destino comum de todos os outros seres?
Ao pegarmos num fruto delicioso, será justo pretender respirar ao mesmo tempo o perfume da flor?

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013



FINGIMENTO
 
É difícil libertar-se de sentimentos e conceitos postiços.



Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,

Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,

Pergunto a mim próprio devagar

Porque sequer atribuo eu

Beleza às coisas.

Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,

                                                               Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens

                                                             Perante as coisas que simplesmente existem.

                                                             Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!

                                                                                     "Alberto C "